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LEONISMOS

25
Set19

Drage, o Éden na Cróacia - o nosso vinho de verão

Leonardo Rodrigues

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Ele sempre insistiu para que escrevesse mais, mas como escrevo melhor sobre o que me é muito próximo, nem sempre é fácil deixar disponível online o que faz parte da nossa memória, mas lá vou abdicando desse egoísmo.

No ano passado, para celebrarmos o nosso aniversário achei que uma roadtrip surpresa pela Croácia até ao Montenegro seria uma boa ideia. E, agora que talvez comece a partilhar estas experiências, quero começar pela melhor, aquela que vai ficar connosco para sempre, a descoberta de uma terriola que metaforicamente será para mim o nosso vinho de verão - explicarei depois.

As melhores coisas desta vida acontecem por acaso, as pessoas que aparecem e os sítios que nos visitam sem o nosso controlo. Na imensa costa que é a Croácia são tantos os pedaços de terra à beira mar pitorescos, que nos perdemos em escolhas. Íamos a caminho de Split quando o acaso se deu. Surgiu-lhe o impulso para voltar à direita e seguir a placa "Drage", que podia passar despercebida a quem percorre a Croácia de lés a lés.

Queríamos, sobre todas as coisas, fazer outra paragem impulsiva para nos atirarmos à água quente antes do sol se pôr totalmente, mesmo com o céu que não fazia convites. Era ali ou só no dia seguinte. Não podíamos esperar. Deixámos o carro no primeiro sítio que se apresentou como estacionamento viável, entrámos num caminho ladeado por pinheiros, tirámos a roupa e não havia mais a fazer senão saltar para a água.

Estávamos numa pequena baía pacata, a inspirar uma sensação que ainda não consigo por nome, dentro de uma água quente com a transparência do cristal, rodeados de uma vista para ilhas que nem devem estar habitadas, pinheiros de um verde lindo e as rochas brancas que adornam a Costa. Tivemos a ilusão de tudo ser nosso e de estarmos sozinhos no paraíso. Não havia passado nem futuro, só nós e aquilo. 

Quando chegou à altura de fazer o percurso inverso, de volta a Zagreb, decidimos que estava tudo visto e que voltaríamos à terra que nos abraçou. Era para ser uma noite que passaram a duas.

Encontrámos uma cabana maravilhosa online no cimo de uma montanha. O que não sabíamos era da dificuldade para lá chegar, sem indicações e estrada digna de tal nome. Guiados apenas por uma voz com um sotaque inglês estranho e o pouco caminho que avistávamos à nossa frente. No escuro, sem vermos mar nem montanha, acabamos por encontrar o flash do telemóvel do anfitrião, a imaginação dispersou-se. Ou seria a melhor experiência ou iríamos ter uma morte digna de filme.

Não morremos, a casa era tudo, e o acordar para aquela obra de arte da natureza compensaram as peripécias anteriores. Isso, o cheiro da montanha e do mar, quando o Homem pouco interfere, e o café bem forte. Já o pequeno almoço reforçado fez-se no Marko e o almoço na pizzaria Ivan - os almães sabem escolher bem os sítios. 

É impossível não fantasiar com uma vida assim, uma cabana, uma terra para cultivar, a natureza e o homem que amamos. É nestes momentos que a mente divaga e pensa, e se isto fosse para sempre nosso? E se pudéssemos beber do vinho de verão em todas as estações? E se trocássemos tudo para também vender também fruta e mel à beira da estrada. E se tivéssemos um barco para pescar e nos encontrarmos no mar? E se? Ai, as possibilidades.

O nosso último pôr do sol fez-se com o som do piano, não pudemos evitar as lágrimas, que não surgem com facilidade. Estávamos a dizer adeus ao vinho do verão. Digo isto, e agora explico-me, porque o sítio e as memórias do lugar colaram-se, para mim, a uma canção popularizada por Nancy Sinatra, Summer Wine. 

"Strawberries, Cherries and Angels kissing spring, my summer wine is really made from all these things." O vinho que bebemos sabia a isso, a comida que se improvisava na nossa cozinha com poucos ingredientes também, naturalmente que era o sabor da nossa experiência e do amor, o verdadeiro vinho de verão. Não há outro. 

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Alojamento Drage.jpgAs fotos da casa são da propriedade dos donos e foram extraídas do Booking.

18
Jan18

Como funcionam as companhias aéreas low cost?

Leonardo Rodrigues

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Há quem se pergunte como é que uma companhia aérea low cost tem lucro, especialmente quando uma ida a Milão de avião fica mais barata do que, por exemplo, uma viagem de comboio de Lisboa a Braga. Fui descobrir os meandros das viagens baratas, uma das maravilhas dos tempos modernos, e podem ficar descansados. Se a coisa for bem feita, por vezes, até conseguem fazer mais dinheiro que uma companhia aérea normal. 

Os bilhetes são vendidos sem tudo o que é acessório e, pelo valor do bilhete, estamos apenas a pagar o essencial, a viagem do ponto A ao ponto B. Bagagem, se for necessário, e escolha dos lugares, pagam-se separadamente. No fundo, os bilhetes acabam por ser feitos à medida, de acordo com as necessidades. Depois, vende-se comida, perfumes, brinquedos e gadjets a bordo, que ajudam a rentabilizar os voos. E esta é a parte superficial.

Há muito mais por detrás desta possibilidade de viajar mais barato, e tem que ver com a redução de custos ou otimização da operação. No valor do bilhete, está também o valor da aeronave, taxas aeroportuárias, combustível e, claro, staff.

As companhias aéreas low cost têm, por norma, uma frota com menos de metade da idade das restantes, 5 anos em vez de 12. Conseguem comprá-los mais baratos, não porque compram em segunda mão, mas sim porque fazem encomendas tão grandes do mesmo modelo que têm um desconto formidável. Uma frota mais recente, significa maior eficiência de combustível, uma das maiores despesas das companhias. A última vantagem em usar 1 ou 2 modelos de avião está no custos de formação, sendo que é mais rápido, e low cost, treinar com apenas 1 tipo de aeronave. 

Por último, como já devem ter imaginado, o motivo para utilizarem aeroportos tão longe, terminais mais modestos ou autocarros e escadas - em vez de mangas - , é o menor valor cobrado pelo aeroporto à companhia. Além disso, sendo que existe menos tráfego, ganham tempo, permitindo ainda mais voos e menos atrasos. Feitas as contas, os aviões só estão a ser rentabilizados se estiverem no ar. 

Para nós, passageiros, as vantagens de viajar com companhias como a easyJet e a Ryanair são mais do que muitas. Pelas leis do mercado, as outras companhias não têm remédio senão arranjar formas de competir. Além disso, temos a possibilidade de visitar o mundo por menos, em aviões mais novos, e, quando é o caso, fazer compras inteligentes a bordo. 

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07
Dez17

O que saber antes de escolher um rent a car

Leonardo Rodrigues

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A grande aventura de uma road trip noutro país começa no rent a car. Pela primeira vez, tive necessidade de escolher o melhor e comecei por algo que afinal não cumpre o seu propósito, as críticas online. 

Na maioria dos casos, percebe-se uma coisa, tendemos a não ler os termos e condições daquilo que estamos a contratar online. Chegamos ao balcão e parece que querem cobrar o dobro ou reter uma "quantia exorbitante" no cartão de crédito, ou ainda facultar-nos um carro que não escolhemos.

Para começar, escolhemos uma categoria de carro, podendo o rent a car ter vários modelos. Caso no momento da recolha não tenha determinada categoria, o upgrade deve ser gratuito. 

Todos os rent a car, sem exceção, se o site não deixar claro, funcionam da seguinte forma: há necessidade de deixar um depósito/caução. Este valor pode ser descontado e devolvido posteriormente ou, em alternativa, fica apenas bloqueado no cartão de crédito. O depósito é uma segurança para o rent a car, embora também sirva para nos empurrar para o seguro.

No que ao seguro diz respeito, por norma, a proteção média é mais do que suficiente. Para nós, a melhor segurança é o seguro. Caso algo aconteça, já está pago e vamos todos continuar amigos. Por vezes, os seguros podem isentar-nos do pagamento do depósito ou reduzir o mesmo, embora nem sempre se aplique. 

Temos de perceber que os rent a cars, e quem lá trabalha, fazem dinheiro muito graças aos extras que disponibilizam como o GPS ou Wi-Fi. Pensem numa companhia aérea low cost: não vão precisar de tudo o que apresentam e é ok dizer que não.  

Embora pareça mais barato reservar através de um agregador, sendo que os agregadores tendem a vender o seu próprio seguro, recomendo ler as letras pequenas que dizem que possivelmente nos venderão outro seguro no rent a car. Além do seguro do agregador não nos ajudar relativamente ao depósito, o seguro no balcão não tem intermediários, pelo que, com a cobertura certa, à partida não teremos de avançar com o dinheiro.

Podem ainda existir valores extra devido à política de combustível, para pessoas mais novas, com carta há pouco tempo ou que sejam mais velhas. Alguns países podem obrigar a equipamento de inverno, algo que pode também ser vendido à parte. Caso tenhamos cometido alguma infração, especialmente dentro da União Europeia, irá chegar uma carta para que a mesma seja paga ou, dependendo das condições, o rent a car pode cobrar no cartão utilizado para pagamento.

Ao recolher o carro, é recomendado confirmar que os danos pré existentes estão iventariados e tirar fotografias ao carro. 

Recentemente, em Itália, optámos por escolher a Europcar, uma vez que foi a única que além do bom preço, deixava claro quanto seria pago no balcão, já com o seguro e equipamento de inverno, assim como quanto custaria a caução. O processo de recolha e drop off do veículo foi muito suave, sem nada sneaky. 

Para quem viaja com um budget, não podem haver surpresas e escolher bem é determinante para um saldo positivo.

 

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05
Dez17

Airbnb e o futuro do turismo de aplicação

Leonardo Rodrigues

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Estou perfeitamente ciente dos aspetos negativos, mas nunca precisámos tanto do Airbnb como este ano. Tal como os hotéis, há de todos os gostos e feitios. Pode ser um quarto, um apartamento ou um palácio, com apenas um twist: conseguimos ter mais por um valor inferior. 

É mais conveniente ter uma casa emprestada, com tudo o que precisamos para uma estadia confortável e personalizada. Além de podermos cozinhar, o que pode ajudar a reduzir as despesas de viagem, muitos sítios já incluem o pequeno almoço. 

É uma plataforma que funciona, totalmente orientada para os futuros hóspedes. Os pagamentos são realizados na íntegra dentro da mesma, pelo que em caso de algo menos lícito o nosso dinheiro fica salvaguardado. Algo que me parece fundamental, ao contrário de sites como o Booking - que também utilizamos - , que apenas destacam a parte positiva dos comentários, o Airbnb mostra o comentário por inteiro de quem lá ficou. Só comenta quem utilizou, depois da estadia e pagamento.

Os anfitriões também podem dar feedback sobre as pessoas que hospedam, construindo-se uma verdadeira comunidade que permite transformar este serviço em algo mais seguro. Ficamos todos, desta forma, a saber com o que contar. 

A meu ver, nas terras mais reconditas, partilhar a casa que não é utilizada ou a casa de férias, com este turismo de aplicação, é praticamente inócuo e até serve como dinamizador da economia local.

Para entrarmos nos aspetos negativos, temos de nos debruçar nas grandes cidades ou naquelas que, por diversos fatores, sabemos que serão turisticamente apetecíveis. Aqui é que a porca torce o rabo: os senhorios escolhem progressivamente fazer numa semana o que fariam num mês, o que é lógico. Os turistas - até nós quando o somos - , preferirem o Airbnb também é compreensível.

Aqui começa o problema da habitação e dos transportes. Mas, como grande parte dos problemas, só existe enquanto quem pode não investe e legisla. É por isso que as soluções encontradas nos países a norte, que passam pelo mesmo, se tornam interessantes. Em certas zonas proíbe-se o arrendamento de curta duração, sem que a porca torça o rabo. Além de impostos, este tipo de alojamentos passam a incluir uma taxa turística superior no valor.

O ruído não deveria ser um argumento válido, é uma questão de civismo. Todos os Airbnb's que utilizámos este ano, localizados em prédios, proibiam festas. As cidades, novamente, não podem é ser tão brandas a lidar com o ruído. E, sim, Portugal e Lisboa são brandos a lidar com o ruído provocado tanto pelos vizinhos, como estabelecimentos e clientes. 

Quanto à destruição do setor hoteleiro, isso sabemos que não é bem assim, basta olharmos para a taxa de ocupação. Mais, alguns hotéis e hostels também disponibilizam os seus quartos na plataforma. Paralelamente, o Airbnb tem fomentado a criação de algumas empresas que fazem a gestão deste tipo de alojamentos.

A aplicação existe desde 2008, mas ainda não foi feito que chegue para permitir uma convivência saudável entre anfitriões, habitantes e turistas. Soubémos ontem de um acordo inédito entre o Airbnb e o Turismo de Portugal que visa pôr termo ao que não for legal. É um excelente passo em direção ao futuro, mas ainda vamos caminhar muito até lá, com ou sem vontade. 

27
Out17

Grandes males, grandes bens e uma viagem de sonho a Itália

Leonardo Rodrigues

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No topo das coisas mais aborrecidas que nos podem acontecer estão pedidos de férias rejeitados e, claro, voos cancelados. Quando combinados, a catástrofe pode transforma-se num milagre. 

O meu voo para casa foi cancelado e o outcome foi um voucher de consolo de 170 euros. Pouco tempo depois, com mais férias por gozar, e com muita vontade de fazer praia, pedi os restantes dias para setembro, mas afinal só me deixavam em novembro. 

A pergunta que se instaurou foi, onde podemos ir os dois com 170 euros em novembro? A resposta inicial parecia apontar para os clássicos Londres e Paris. Contudo, rapidamente se tornou óbvio que a resposta certa seria Itália.  

Quase sem acreditar no que estava a fazer, marquei ambas as passagens - de ida e volta - com um saldo de voucher positivo de 3 euros. 

Poucos minutos depois estava a lacrimejar. Sem gastar um cêntimo que fosse, estava a preparar a realização de um sonho com mais de 10 anos, visitar Itália. Sempre namorei o nome do país, bem como a sua grande História. Mas acredito que uma relação mais profunda se iniciou quando li o livro Entre dois Mares, de Carmine Abate e sedimentou-se com a Última Viagem do Valentina, de Santa Montefiore. Claro que o meu coração ficou destroçado quando percebi que a vila onde se passava o romance, algures na costa de Amalfi, não era um sítio real. 

Ainda assim, continuei a construir a minha ideia de Itália, onde o azul vibrante contrasta com o verde vivo e, quando chega a altura do ano, os mágicos tons de castanho. Onde bruschettas caem do céu e vinho jorra das fontes. Onde as pessoas são calorosas e falam com as mãos. E onde tudo tem uma vista com som a pássaros e se anda a tropeçar na História. 

 

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09
Out17

Entrada que pode ser prato principal: Húmus de Brócolos com palitos de cenoura assada

Leonardo Rodrigues

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Mentiria se dissesse que na cozinha não tenho vários ingredientes obrigatórios, quase obsessões. Existem alguns que não combinam juntos, mas há outros que quanto mais juntinhos melhor, o que culmina sempre em algo entre o puré e o húmus. Mentiria mais se dissesse que planeio a maioria das refeições, em vez de criar uma forma de adaptar o que há, ou pode ser comprado na mercearia lá de baixo. E é a grande verdade desta interpretação do húmus. 

 

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Para moer esta combinação, os ingredientes necessários: grão de bico cozido, tomate, cebola e brócolos. O tempero: azeite, vinagre balsâmico, alho, sal, pimenta preta e caril. Para os palitos de cenoura, é só temperar com sal, azeite, pimentão doce, alho e oregãos, e levar ao forno. Para tornar isto digno de almoço, adicionei pão de centeio.

Não gosto de estabelecer regras, especialmente quanto a quantidades. O que se deve almejar sempre é um equilíbrio, tendo em conta a textura que pretendemos e o sabor. Se quiserem fazer isto com mais consistência, podem, por exemplo, retirar o tomate. Se quiserem um sabor mais suave, usar limão em vez de vinagre e retirar o caril. Enfim, uma infinidade de combinações. 

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Espero que o #CHEFLÉO vos tenha conseguido causar salivação, com outra receita vegan. Para não perderem nem uma pitada de sal, o melhor mesmo é ficar atento ao Facebook e Instagram.

 

08
Out17

Panquecas com apenas dois ingredientes: banana e aveia

Leonardo Rodrigues

 

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As refeições vegan, além de não terem de ser pobres em nutrientes, podem ter ainda mais sabor.

Ontem, depois do trabalho e Moda Lisboa, cheguei a casa completamente exausto e com fome. A dispensa estava quase vazia, com uma estranha abundância de banana e aveia.

Pensei logo em panquecas, mas, não havendo leite, estive para desistir da ideia. No entanto, acabei por testar com estes dois ingredientes, ou nunca iria saber.

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Parti a banana, para esmagar ao misturar com a aveia. Depois, juntei à frigideira já aquecida, um creme de cozinhar e distribui a pasta consistente até completar a frigideira. Quando senti que estava a ficar cozida e firme, virei. Diria que todo o processo durou cinco minutos.

Porque chocolate negro - com a maior percentagem de cacau possível - fica bem com tudo, parti em quadradinhos, que se derreteram. Para terminar, nada melhor do que canela.

São mais densas do que as típicas panquecas, e percebo que possam não ser para todos os dentes. Mas, para mim, o resultado não deixa dúvidas, são as melhores e mais simples panquecas que alguma vez fiz. Uma para cada um, acompanhadas de uma bela chávena de chá, foi o suficiente para encerrar a nossa tarde. 

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05
Out17

McDonald's, assim se faz um hambúrguer vegetariano

Leonardo Rodrigues

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Encerrei o meu último dia de praia com uma loucura, fui ao McDonald's testar a alternativa vegetariana aos hambúrgueres de carne e peixe. 

Há cerca de 6 anos que não comprava nada, além de um gelado, num restaurante da marca, devido à minha escolha alimentar. E fiz muito bem. Além da grande quantidade de sal que os produtos têm, este hambúrguer deixa muito a desejar. 

É muito engraçada a expressão que diz algo como: "ir ao McDonald's comer uma salada, é o mesmo do que solicitar a uma profissional do sexo um abraço". Contudo, se esta cadeia quiser captar o interesse deste segmento crescente, necessita de mais e melhores alternativas.

Como muitos dos males vêm por bem, decidi partilhar convosco uma das minhas últimas aventuras culinárias, um hambúrguer de quinoa e grão de bico. Mas claro que não podia ser feito apenas com estes ingredientes. 

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Ingredientes principais: quinoa, grão de bico, cogumelos frescos, cenoura, cebola, tomate, azeitonas pretas e milho doce. Temperos: caril, alho, pimenta preta, salsa, azeite e oregãos frescos.

Modus operandi: Cozer a quinoa, com o dobro de água, até evaporar completamente. Partir cogumelos frescos, cenoura, cebola, tomate em quadrados. Juntar milho doce, azeitonas e a quinoa cozida. Triturar a maior parte desta mistura, colocando uma pequena porção de lado - servirá para dar textura. Com a água bem escorrida, triturar o grão com salsa até ficar numa pasta bastante consistente. Por fim, é só colocar tudo no mesmo recipiente, adicionar os temperos, misturar e moldar os hambúrgueres. Vai ao forno a 180 graus durante sensivelmente meia hora.

Nota: eles ficam ligeiramente húmidos, mas, caso sintam que não tem uma boa consistência, podem sempre adicionar uma farinha à vossa escolha

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Desta vez, e por estar a ter mais atenção ao que como, servi com pão integral biológico do Lidl e uma salada de rúcula, espinafres, tomate e pinhões. 

A receita é versátil e, como tal, podem adaptar a vosso gosto, com os vossos ingredientes preferidos.

 

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05
Out17

Há um chá que realmente ajuda a dormir

Leonardo Rodrigues

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Vidas agitadas equivalem a cabeças agitadas. Infelizmente, levamos muitas vezes a agitação do dia para a cama, tornando-se difícil desligar.

É verdade que existem nas farmácias muitas soluções, umas mais naturais que outras. Em alguns casos, podem até causar habituação. Não é o caso do Valdispert, contudo, para este surtir efeito, há necessidade de tomar vários comprimidos, o que financeiramente não compensa. 

Há cerca de um ano, no ElCorte Inglês, descobri o chá Pukka Night Time. Ao contrário de muitos outros chás, além de flor de aveia, alfazema e camomila, que têm propriedades relaxantes, esta infusão tem o componente ativo do Valdispert, a raiz de valeriana.

Para retirarmos todas as propriedades destas saquetas mágicas, é recomendado infundir durante 15 minutos. Neste momento, este chá, associado aos tampões de cera, é o meu refúgio para noites mais tranquilas, e ininterruptas. O resto da família, excetuando a cadela que só tem crises amorosas passageiras, concorda. 

Por ter todos os componentes produzidos de forma biológica, custa um pouco mais do que o típico chá de supermercado. Feitas as contas, são 20 cêntimos por caneca, o que me parece um pequeno preço a pagar pelo descanso. 

 

Segue o blog: aqui

 

 

02
Out17

Ontem não deixei para hoje, e fui correr

Leonardo Rodrigues

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Todos os dias deito-me tarde, mesmo tendo de levantar cedo, porque há sempre mais qualquer coisa para fazer. Todos os dias, nas pausas, nos lanches, como algumas coisas que contrariam a alimentação saudável das refeições principais. Todos os dias escolho ver, ler, ou fazer alguma coisa, sem pausar em condições. Todos os dias sento-me mal na cadeira, e queixo-me da escoliose. Todos os dias, digo que não posso fazer exercício porque estou demasiado cansado. 

Não são todos, mas são muitos dias. E isto, percebi eu, é uma roda viva de escolher fazer depois.

Este fim de semana, pesei-me e calculei o meu índice de massa corporal, que dizia: mais 0,04 e o meu peso já não estaria bom. Afinal, a barriga que toda a gente diz que cresceu não é uma brincadeira e as calças não encolheram, fui eu que cresci.

Sim, o desconforto já tinha começado, eu é que não tinha visto, em números, que estava 10 quilos acima do meu peso habitual.  

Ontem, depois da sopa, numa das promessas que me faço, comi os dois últimos quadrados da tablete de chocolate, consciente de que este mês começa algo diferente.

Como é um clássico dizer só mais isto e depois não faço mais, e deixar a responsabilidade para a segunda  que se avizinha stressante, disse na cozinha: Leonardo, deixa-te de tretas - com "m" - e agarrei na minha cadela, e fiz-lhe a vontade de ir correr.  Fizemos 4.5 quilómetros os dois. Eu cheguei morto, a podenga não percebeu o porquê de pararmos. 

Quando voltámos, além de haver uma satisfação imensa em não ter adiado, estava cheio de energia. Fiz os exercícios de Yoga recomendados pela médica, e decidi escrever este post - para publicar hoje.

Dizem-nos toda a vida para não deixar para amanhã o que podemos fazer hoje, mas insistimos que vamos conseguir. E vamos, se fizermos hoje!

 

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