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LEONISMOS

LEONISMOS

02
Mai16

Estágios do IEFP? Ai.


Leonardo Rodrigues

Pois é, parece que metade da população ativa está a procura de trabalho, eu não sou exceção.

 

Como sabem, os estágios do IEFP estão na moda. São um autêntico paraíso e, como tal, cada vez mais procurados pelas empresas que, doutra forma, contratam muito pouco. Uma caturreirice para alguns, sei lá.

 

Recentemente surgiu-me uma oportunidade de sonho, não que as condições do estágio mudassem a nível de remuneração, mas as funções a desempenhar - relacionadas com o meu curso, imaginem só - , o local e as pessoas eram perfeitos. Digamos que consegui o trabalho, a empresa oficializou a candidatura, tudo certinho. Feliz que ia ter a minha primeira experiência de trabalho gratificante em 30 dias úteis, acomodei-me.

 

Escrevi 30 dias úteis porque é este o número de dias que, segundo o IEFP, demora a que a candidatura seja revista - claro que a contagem pára quando são pedidos novos documentos. 30 dias é o prazo de validade da esperança, das expectativas(só não faço uso do novo AO com esta palavra). Depois chega a frustração e a incerteza.

 

Hoje, depois de uma entrevista de emprego, já que ficava no caminho, decidi que ia presencialmente saber o que se passava. Sentei-me com uma técnica extremamente simpática e atenciosa que prontamente me esclareceu em tudo - se isto parece ironia, não é. 

 

Fiquei muito contente com a mudança de governo(ainda não sei bem o que acho do nosso PM, mas gosto das ideias duma esquerda mais ou menos em concordância.) Acontece que nunca tinha sentido na pele as implicações destes acontecimentos tão politicamente empolgantes.

 

Hoje senti, quando alguém que trabalha para o Estado me explica que esperar por um governo, esperar por um Orçamento de Estado, não estarmos a nadar em dinheiro e, claro, o aumento de interesse nestes estágios, levou a atraso como nunca antes visto. Não são dias, também não são semanas, mas MESES. MESES!!!!

 

Aqueles que se candidataram a este estágio em outubro, podem começar agora a obter as respostas. Eu candidatei-me em março, portanto terei de aguentar mais algum tempo.

 

A senhora, ao ver a minha cara de frustração, disse-me para não perder a esperança, que não era um não. As coisas estão efetivamente a andar, apenas devagar. Para aqueles que, à semelhança de mim, têm menos de 30 anos e pretendem "o tal" estágio, podem trabalhar entretanto, só terão de se desvincular desse emprego uma vez que a candidatura seja aceite, de forma a serem considerados "Desempregados" pelo IEFP e, então, elegíveis para estágio. 

 

Espero que isto seja de utilidade. Que a procura continue. Ai.

 

 

 

01
Mai16

Dia da Mãe


Leonardo Rodrigues

Primeiro domingo de maio, mais um dia para celebrar, mais um dia que me aumenta as saudades de casa. Não me meto num avião para ir a casa há muito e as saudades têm vindo a assumir as mais variadas formas.

 

Nem costumava pensar nisto. Um dia, depois outro, sempre ocupado, sempre distraído. Ultimamente certas coisas têm-me feito parar, coisas que me transportam para a minha casa da infância, onde antes de acordar já o café perfumava a casa e dava energia à minha mãe para gritar, meia hora antes do despertador, "Leonarde, acorda que vais perder a camionete"; onde havia necessidade de suplicar aos cães que me deixassem sair de casa sem nenhuma patada; onde a janela do meu quarto que, devido às arvores do jardim, só me permitia ver o nosso Atlântico. Tantas pequenas coisas.

 

No dia 31 de março, no meu aniversário, foi ler a mensagem que o meu primo - um verdadeiro irmão - tinha para mim que me despertou a saudade. Apercebi-me que não só estava a fazer falta lá em casa, como eles me fazem falta. Depois da festa que foi o dia, lá o Leonardo acabou a chorar.

 

Há dias, foi estar na Gulbenkian, num dia de sol, enquanto regavam o jardim. A terra quente e a água criaram um perfume tão distinto que me transportou para os dias quentes em que se regava os jardins, os nossos e os da minha avó. O Leonardo não chorou, mas anotou no caderninho.

 

E, pronto, hoje foi o Dia da Mãe. Quando lhe liguei perguntou-me se tinha feito ou comprado algo para ela. Respondi com uma pergunta, "Como aquelas sapatilhas que querias muito e nunca usaste, como a base para copos com o elétrico que está guardada ou como o postal que foi consumido pela humidade do frigorifico?". Ela só disse "Leonarde". Rimo-nos. Ela é tão cómica, mas acho que não sabe. Tenho saudades de me rir de conversas que não fazem sentido a mais ninguém e que eu penso ser o único a entender. Da Madeira isso é que me faz mais falta.

 

Vou comprar qualquer coisa, muito possivelmente uma passagem de avião para a fazer usar as sapatilhas. Tenho a certeza que só isto bastará para nos rirmos muito, afinal essas sapatilhas são umas MBT e os primeiros passos desiquilibram qualquer um.  

 

Feliz Dia da Mãe, a todas as Mães!

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Se conseguirem, ignorem aquele cabelo, as fotografias fofas estão guardadas dentro de álbuns cercados por mar.

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