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LEONISMOS

LEONISMOS

12
Jan18

O aconchego do inverno


Leonardo Rodrigues

Já vivi e passei por muitos sítios e é sempre igual. Para mim, os melhores dias são aqueles em que fora das quatro paredes é dia de intempérie. Tudo se cala, as pessoas que vagueiam de noite, os fãs das conversas intermináveis à porta dos restaurantes e os carros que deixam de ter um sítio para ir. Há um conforto em estar em casa, nas mantas, sentir os cheiros das bebidas quentes. Melhor ainda é adormecer assim, apenas com os sons da natureza, que está mais ou menos furiosa, com uma sensação inexplicável de proteção. Não existe mais nada, quem está connosco, a nossa casa, e os sons de tudo o que a natureza pode estar a fazer lá fora. A chuva a molhar tudo o que encontra, o vento a mudar o que pode de lugar.

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07
Jan18

"Fare il portoghese" - quem são os portugueses para os italianos?


Leonardo Rodrigues

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Há quem tenha chegado a Itália e tivesse lido num jornal "x portugueses assistaram ao jogo y". Infelizmente não estão propriamente a falar dos portugueses de Portugal, mas sim de quem assistiu ao jogo e não pagou bilhete. 

Existem várias versões para este fenómeno, mas vou aceitar a que me contou o segurança do Teatro alla Scala. Reza a História que em meados do século XVIII, o Papa declarou que os portugueses não teriam de pagar para entrar num espetáculo realizado no Teatro Argentina, em sinal de agradecimento ao nosso reino pelo envio de jóias e outras riquezas provenientes do Brasil.

A notícia não demorou a espalhar-se, e os romanos, como sabiam que tinham apenas de indicar a nacionalidade, fizeram-se passar por portugueses para não pagar. O resultado disto é a expressão "fare il portoghese", ou seja, passar por português. Hoje a expressão persiste, mas como o sentido da mesma perdeu-se, é frequente pensar-se que são os portugueses que não querem pagar nada. 

Toda a gente sabe que isto não é verdade, teremos todo o gosto em pagar desde que esteja em promoção. 

 

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06
Jan18

Os veganos, vegetarianos e fãs dos biológicos dão os parabéns ao Aldi


Leonardo Rodrigues

Há muito que no regresso do trabalho olhava para o Aldi e, ainda há mais tempo, ouvia as coisas maravilhosas que o mesmo tem para os vegetarianos, a preços acessíveis. 

Como a minha alimentação assenta muito em hortaliças,  leguminosas, frutas e cereais, que confeciono de diferentes formas, muitas vezes transformando por completo o alimento, acabo por comprar tofu, invenções com a soja, entre outras coisas, muito pontualmente.

Sim, um dos fatores pelo qual opto por fazer as coisas de raiz tem que ver com o preço do produto transformado e rotulado como "saudável", biológico, etc. Geralmente o pensamento é, se podes fazer por 1/4 do preço, porque vais pagar muito mais? É por isso que me perco, por exemplo, a fazer hambúrgueres de grão

A gigante alemã está a preencher esta lacuna, com o lançamento de diversas gamas de produtos veganos e vegetarianos, assim como biológicos, aproximando os preços de artigos sem este selo. Das almôndegas ao creme de barrar, do pão à bebida de espelta. Até uma versão vegetal do fiambre existe. Ótimos artigos que não mexem muito na fatura.

Tudo indica que, à semelhança de outros países, esta gama seja para expandir. A justificação: "porque pediram". Os números indicam que houve um incremento de 400%, em 10 anos, de vegetarianos em Portugal, algo que certamente será tido em conta. 

Aqui está parte da remessa, com selo vegan ou vegetariano, de ontem:

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01
Jan18

2017, o ano em que aconteceu quase tudo


Leonardo Rodrigues

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Nunca me fez tanto sentido avaliar o ano anterior, sem remorsos pelo que fiz e não fiz, apenas com muita gratidão pelo que aconteceu. No início de 2017 decidi que queria fazer mais, em todas as esferas da minha vida, e creio que cumpri, muitas vezes por mero acaso. Vários sonhos que tinha na gaveta materializaram-se, outros, como faz parte das condições da vida, continuam à espera da sua vez.

Pela primeira vez, o que se encontra mais presente foi o que correu bem. Se por um lado estou mais paciente, a não reagir de imediato às coisas, por outro estou mais transparente e mais convicto quando penso diferente, com uma frontalidade renovada. Em bom português, aprendi também a aceitar que os bois vão andar sempre à frente da carroça, mas que isto não implica que o nosso tempo não seja ouro.

Entre muitos acontecimentos, há um que mudou todos os dias seguintes. Dei oficialmente o passo de me mudar com alguém que cumpre todos os requisitos da lista que cheguei a escrever outrora: bondade, inteligência, partilha, companheirismo, beleza e sentido de humor. Em parte, ele é o responsável pelo incremento de serotonina, que me ajuda a não desistir. Deixei de ter medo de dizer amo-te, com conta peso e medida, e creio ter aprendido a domar a ciumeira que sempre me foi caraterística. 

Pouco tempo depois, adotámos a Dóris, por via de um salvamento digno de um filme do James Bond. Finalmente, esta cadela que muito sofreu tem um lar que a acolhe e providencia tudo o que precisa. Escusado será dizer que ela ajudou a sedimentar a família que estamos a construir. 

Após dois anos, foi também altura de regressar à Madeira, a minha terra, com um membro novo na família. Percebi que estávamos todos diferentes, restando apenas o carinho que sempre nutrimos uns pelos outros, e pela própria terra. Foi a primeira vez que senti que podia ficar mais tempo.

Conhecer foi a palavra de ordem, cá dentro e lá fora. No norte lusitano vi nevar pela primeira vez. Tive a oportunidade de viajar para para 3 outros países. Itália, dono da abençoada Toscana; Grécia, o berço da Civilização; e Turquia, para andar no limbo da Euroásia

Seja ridículo ou não, ir a Itália e sentir a Toscana, algo que queria fazer desde os meus 13 anos, confirmou-me que tudo é possível, que daqui para a frente as coisas só poderão ser melhores, venha o que vier. Foi também importante para perceber que tenho de me respeitar mais e fazer o que me faz feliz, sem me acomodar. 

Nada nos chega do nada. As relações, as viagens, a paz de espírito, requerem trabalho e não só daquele que assegura uma transferência para a nossa conta todos os meses. 

Este ano, também foi o melhor período para este blog, que conseguiu, dentro e fora da comunidade Sapo gerar mais de 100 000 visualizações. Muitas pessoas contentes, outras chateadas, mas o saldo é positivo. O blog além de volta e meia me dar uns presentes, novamente, trouxe pessoas encantadoras para a minha vida. Poder fazer chegar experiências, e tudo o que escrever os meus Leonismos implica, a tanta gente é um privilégio.

Ao passar para 2018 comi as 12 passas, como manda a tradição. Mas, como desejo pedi apenas 1, que fique tudo bem, comigo e com os outros - implique isto o que implicar. Sem a pressão de falhar mil objetivos, mas com o intuito de fazer melhor. 

 

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