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LEONISMOS

LEONISMOS

17
Out17

As árvores vivem de pé


Leonardo Rodrigues

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A vida real não é um espetáculo de grandes planos e de música cinematográfica. Sinto, vez após vez, que os cenários que se descrevem como dantescos se apresentam assim perante nós. 

Pior, as pessoas que elegemos, sucessivamente, fazem o mesmo. Querem pareceres, relatórios, análises e, se ainda houver dinheiro, um desenho. Depois do frenesim mediático, tudo morre, ano após ano. E com a morte mediática, vem a morte da floresta e das gentes. 

Não temos de ir muito longe nesta curta linha de tempo, a Câmara de Leiria sabia que o pinhal necessitava de limpeza. Creio que tinham deixado para 2018. Agora que sobrou um bocadinho de pinhal, talvez mandem fazer um museu em 2020 - desde que, claro, não disturbe o OE.

A culpa não é exclusivamente da inoperância de quem tem meios e autoridade para atuar. É também das empresas com sede de lucro, de quem não faz nem deixa fazer com os terrenos, de quem não limpa, de quem suja, de quem não quer saber, e de quem acha por bem queimar centenas de anos. Como a mãe de uma amiga diz, "quando a lei é branda o homem é mau".

O eucalipto não tinha de ser um inimigo a abater, se não fosse a espécie predominante. É muito bonito termos meio milhão de proprietários florestais, mas corre mal quando temos menos de 16% de floresta pública. Sabemos que o sobreiro - embora existam espécies melhores - serve de "tampão", por causa da cortiça, mas o pinheiro e eucalipto ganham a discussão económica. 

Não tenho dúvidas de que vamos conseguir replantar, que temos conhecimento que chegue para recuperar, mas tem de haver uma completa reestruturação deste sistema. Não chegam palavras de ação sem a ação. Tal como as doenças, a solução mais eficaz, e barata, é prevenir. Além de ser tempo de punir, é de dar o exemplo. Temos de ir para a rua mostrar descontentamento, é verdade, mas também de sair para cuidar.

E, embora a lei tenha de ser dura lex sed lex, serve apenas de relações públicas, se a consciência de um povo não a acompanhar. Precisamos de uma mudança de consciência, precisamos que Portugal perceba que não comemos graças ao dinheiro dos 2% que a floresta alimenta, mas que 100% respira graças às árvores que, vivendo em pé, sem dias de folga, tornam o nosso ar respirável. 

 

 

12
Out17

Pedi um crédito, e o computador said no


Leonardo Rodrigues

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Ontem foi um dia interessante, de me lembrar de histórias. 

Vou começar por contar uma das piores fases, que nunca encontrei forma de abordar no blog. A vida, com a faculdade, ficou diferente. Por isso, há cerca de dois anos e meio, vendi um computador que me tinha custado mais de mil euros e a máquina fotográfica. A alternativa seria ficar sem casa. Confesso que custou, o valor emocional que atribuía àqueles objetos e toda a situação frágil foi avassaladora. Mas, até ao dia de hoje, sei que fiz a escolha inteligente, ter um teto para me recompor. 

Ontem, vi um computador que queria. E, além de estar a um ótimo preço, imaginem só, havia uma campanha sem juros. Fiz o esforço de entrar num centro comercial para saber como se processava tal milagre, oferecido pela Santa Cetelem. Antes de conseguir chegar concretamente à campanha que queria, tive de recusar veemente dois cartões de crédito. 

Depois, tive de ouvi-la a explicar-me tudo  - por vezes com informação de uma campanha anterior - , como se fosse mesmo muito estúpido e não conseguisse fazer contas. Chegou mesmo a dizer-me, com um tom condescendente, "ainda bem que pergunta, faz muito bem em ler as letras pequeninas, eu também leio sempre", quase que tinha um AVC. Se tratarmos as pessoas como crianças, elas assinam coisas?

Tudo bem, aquilo era rápido, e a proposta de sair com um computador que não sobreaquece e precisa estar ligado à corrente, tornava tudo suportável. A decisão não seria tomada por ela, mas sim por um formulário que preenchi e me bebeu os dados do cartão de cidadão em segundos. No final, o formulário disse-me que não, e ela: "pelo menos o José tentou". Detesto que me tratem por José.

Além disto poder ser uma cena do Little Britan, que celebrizou a expressão, computer says no, por estar tão o perto, mas inacessível, lembrei-me de algo que vi este ano, à porta de um McDonald's em Istambul. 

Um menino sujo, enquanto espancava o vidro, chorava como nunca vi ninguém chorar, para pedir comida. Quase imediatamente a seguir, vinha uma empregada afasta-lo dali, como se fosse um pombo à procura de migalhas. Um contraste chocante, com as pessoas que comiam aquela comida apelativa, num espaço cheio de luz. Era apenas um vidro e uns trocos, mas ditava o que uns e outros podem ter. 

Aquela condescendência toda quase que me magoou, mas obriguei-me, minutos depois, porque há sempre, a ver o outro lado da moeda. 

Não me posso comparar a esse menino, em tão pouco tempo passei a ter uma família que me ama, emprego, férias marcadas, uma casa ótima, e uma dispensa que se compõe sempre. Vou continuar a ter um computador velhinho, é verdade, mas fico sempre com mais do que quando vendi o computador xpto. A felicidade não tem mensalidade. 

 

 
 
 
 
09
Out17

Entrada que pode ser prato principal: Húmus de Brócolos com palitos de cenoura assada


Leonardo Rodrigues

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Mentiria se dissesse que na cozinha não tenho vários ingredientes obrigatórios, quase obsessões. Existem alguns que não combinam juntos, mas há outros que quanto mais juntinhos melhor, o que culmina sempre em algo entre o puré e o húmus. Mentiria mais se dissesse que planeio a maioria das refeições, em vez de criar uma forma de adaptar o que há, ou pode ser comprado na mercearia lá de baixo. E é a grande verdade desta interpretação do húmus. 

 

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Para moer esta combinação, os ingredientes necessários: grão de bico cozido, tomate, cebola e brócolos. O tempero: azeite, vinagre balsâmico, alho, sal, pimenta preta e caril. Para os palitos de cenoura, é só temperar com sal, azeite, pimentão doce, alho e oregãos, e levar ao forno. Para tornar isto digno de almoço, adicionei pão de centeio.

Não gosto de estabelecer regras, especialmente quanto a quantidades. O que se deve almejar sempre é um equilíbrio, tendo em conta a textura que pretendemos e o sabor. Se quiserem fazer isto com mais consistência, podem, por exemplo, retirar o tomate. Se quiserem um sabor mais suave, usar limão em vez de vinagre e retirar o caril. Enfim, uma infinidade de combinações. 

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Espero que o #CHEFLÉO vos tenha conseguido causar salivação, com outra receita vegan. Para não perderem nem uma pitada de sal, o melhor mesmo é ficar atento ao Facebook e Instagram.

 

08
Out17

Panquecas com apenas dois ingredientes: banana e aveia


Leonardo Rodrigues

 

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As refeições vegan, além de não terem de ser pobres em nutrientes, podem ter ainda mais sabor.

Ontem, depois do trabalho e Moda Lisboa, cheguei a casa completamente exausto e com fome. A dispensa estava quase vazia, com uma estranha abundância de banana e aveia.

Pensei logo em panquecas, mas, não havendo leite, estive para desistir da ideia. No entanto, acabei por testar com estes dois ingredientes, ou nunca iria saber.

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Parti a banana, para esmagar ao misturar com a aveia. Depois, juntei à frigideira já aquecida, um creme de cozinhar e distribui a pasta consistente até completar a frigideira. Quando senti que estava a ficar cozida e firme, virei. Diria que todo o processo durou cinco minutos.

Porque chocolate negro - com a maior percentagem de cacau possível - fica bem com tudo, parti em quadradinhos, que se derreteram. Para terminar, nada melhor do que canela.

São mais densas do que as típicas panquecas, e percebo que possam não ser para todos os dentes. Mas, para mim, o resultado não deixa dúvidas, são as melhores e mais simples panquecas que alguma vez fiz. Uma para cada um, acompanhadas de uma bela chávena de chá, foi o suficiente para encerrar a nossa tarde. 

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05
Out17

McDonald's, assim se faz um hambúrguer vegetariano


Leonardo Rodrigues

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Encerrei o meu último dia de praia com uma loucura, fui ao McDonald's testar a alternativa vegetariana aos hambúrgueres de carne e peixe. 

Há cerca de 6 anos que não comprava nada, além de um gelado, num restaurante da marca, devido à minha escolha alimentar. E fiz muito bem. Além da grande quantidade de sal que os produtos têm, este hambúrguer deixa muito a desejar. 

É muito engraçada a expressão que diz algo como: "ir ao McDonald's comer uma salada, é o mesmo do que solicitar a uma profissional do sexo um abraço". Contudo, se esta cadeia quiser captar o interesse deste segmento crescente, necessita de mais e melhores alternativas.

Como muitos dos males vêm por bem, decidi partilhar convosco uma das minhas últimas aventuras culinárias, um hambúrguer de quinoa e grão de bico. Mas claro que não podia ser feito apenas com estes ingredientes. 

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Ingredientes principais: quinoa, grão de bico, cogumelos frescos, cenoura, cebola, tomate, azeitonas pretas e milho doce. Temperos: caril, alho, pimenta preta, salsa, azeite e oregãos frescos.

Modus operandi: Cozer a quinoa, com o dobro de água, até evaporar completamente. Partir cogumelos frescos, cenoura, cebola, tomate em quadrados. Juntar milho doce, azeitonas e a quinoa cozida. Triturar a maior parte desta mistura, colocando uma pequena porção de lado - servirá para dar textura. Com a água bem escorrida, triturar o grão com salsa até ficar numa pasta bastante consistente. Por fim, é só colocar tudo no mesmo recipiente, adicionar os temperos, misturar e moldar os hambúrgueres. Vai ao forno a 180 graus durante sensivelmente meia hora.

Nota: eles ficam ligeiramente húmidos, mas, caso sintam que não tem uma boa consistência, podem sempre adicionar uma farinha à vossa escolha

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Desta vez, e por estar a ter mais atenção ao que como, servi com pão integral biológico do Lidl e uma salada de rúcula, espinafres, tomate e pinhões. 

A receita é versátil e, como tal, podem adaptar a vosso gosto, com os vossos ingredientes preferidos.

 

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05
Out17

Há um chá que realmente ajuda a dormir


Leonardo Rodrigues

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Vidas agitadas equivalem a cabeças agitadas. Infelizmente, levamos muitas vezes a agitação do dia para a cama, tornando-se difícil desligar.

É verdade que existem nas farmácias muitas soluções, umas mais naturais que outras. Em alguns casos, podem até causar habituação. Não é o caso do Valdispert, contudo, para este surtir efeito, há necessidade de tomar vários comprimidos, o que financeiramente não compensa. 

Há cerca de um ano, no ElCorte Inglês, descobri o chá Pukka Night Time. Ao contrário de muitos outros chás, além de flor de aveia, alfazema e camomila, que têm propriedades relaxantes, esta infusão tem o componente ativo do Valdispert, a raiz de valeriana.

Para retirarmos todas as propriedades destas saquetas mágicas, é recomendado infundir durante 15 minutos. Neste momento, este chá, associado aos tampões de cera, é o meu refúgio para noites mais tranquilas, e ininterruptas. O resto da família, excetuando a cadela que só tem crises amorosas passageiras, concorda. 

Por ter todos os componentes produzidos de forma biológica, custa um pouco mais do que o típico chá de supermercado. Feitas as contas, são 20 cêntimos por caneca, o que me parece um pequeno preço a pagar pelo descanso. 

 

Segue o blog: aqui

 

 

02
Out17

Ontem não deixei para hoje, e fui correr


Leonardo Rodrigues

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Todos os dias deito-me tarde, mesmo tendo de levantar cedo, porque há sempre mais qualquer coisa para fazer. Todos os dias, nas pausas, nos lanches, como algumas coisas que contrariam a alimentação saudável das refeições principais. Todos os dias escolho ver, ler, ou fazer alguma coisa, sem pausar em condições. Todos os dias sento-me mal na cadeira, e queixo-me da escoliose. Todos os dias, digo que não posso fazer exercício porque estou demasiado cansado. 

Não são todos, mas são muitos dias. E isto, percebi eu, é uma roda viva de escolher fazer depois.

Este fim de semana, pesei-me e calculei o meu índice de massa corporal, que dizia: mais 0,04 e o meu peso já não estaria bom. Afinal, a barriga que toda a gente diz que cresceu não é uma brincadeira e as calças não encolheram, fui eu que cresci.

Sim, o desconforto já tinha começado, eu é que não tinha visto, em números, que estava 10 quilos acima do meu peso habitual.  

Ontem, depois da sopa, numa das promessas que me faço, comi os dois últimos quadrados da tablete de chocolate, consciente de que este mês começa algo diferente.

Como é um clássico dizer só mais isto e depois não faço mais, e deixar a responsabilidade para a segunda  que se avizinha stressante, disse na cozinha: Leonardo, deixa-te de tretas - com "m" - e agarrei na minha cadela, e fiz-lhe a vontade de ir correr.  Fizemos 4.5 quilómetros os dois. Eu cheguei morto, a podenga não percebeu o porquê de pararmos. 

Quando voltámos, além de haver uma satisfação imensa em não ter adiado, estava cheio de energia. Fiz os exercícios de Yoga recomendados pela médica, e decidi escrever este post - para publicar hoje.

Dizem-nos toda a vida para não deixar para amanhã o que podemos fazer hoje, mas insistimos que vamos conseguir. E vamos, se fizermos hoje!

 

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